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Qual a razão de tantos homens ainda evitarem a terapia? Neste Setembro Amarelo, demos destaque a esse assunto — entenda.  

Homens costumam procurar serviços de saúde com menos frequência do que as mulheres, especialmente quando o assunto envolve saúde emocional¹. Em muitos casos, a busca por ajuda acontece apenas diante de sintomas físicos mais intensos ou quando o sofrimento já começa a impactar relações, trabalho e qualidade de vida¹.
 

Segundo especialistas, fatores culturais e sociais influenciam diretamente esse comportamento¹,². Durante muito tempo, o imaginário masculino esteve associado à ideia de força, resistência e controle emocional, o que contribuiu para que vulnerabilidade e sofrimento psicológico fossem frequentemente silenciados².
 

Por isso, o Setembro Amarelo também ajuda a ampliar discussões sobre saúde emocional masculina, prevenção e importância do acolhimento³.

Por que muitos homens evitam procurar ajuda?

De acordo com o Ministério da Saúde, homens tendem a buscar menos acompanhamento preventivo e costumam procurar atendimento apenas em situações mais graves¹. Esse comportamento está relacionado não apenas à rotina ou à falta de tempo, mas também a padrões culturais construídos ao longo da vida¹,².
 

Entre os fatores mais associados à dificuldade masculina em pedir ajuda estão:

  • associação entre masculinidade e resistência emocional¹;
  • receio de demonstrar fragilidade ou vulnerabilidade²;
  • dificuldade em falar sobre sentimentos e sofrimento emocional²;
  • tendência a minimizar sintomas emocionais ou psicológicos¹.

Especialistas da Fiocruz destacam que muitos homens foram socialmente incentivados a evitar demonstrações emocionais, o que pode dificultar o reconhecimento do próprio sofrimento².

O silêncio emocional também pode impactar a saúde

A dificuldade em verbalizar emoções ou buscar apoio pode influenciar diferentes aspectos da saúde e da qualidade de vida². Em muitos casos, sintomas emocionais persistentes acabam sendo ignorados ou confundidos com estresse cotidiano, excesso de trabalho ou cansaço².
 

Entre os sinais que podem merecer atenção estão²:

  • irritabilidade frequente;
  • isolamento social;
  • alterações no sono;
  • fadiga persistente;
  • dificuldade de concentração;
  • sensação constante de sobrecarga emocional.
     

Segundo especialistas, saúde emocional não está relacionada apenas à ausência de transtornos, mas também à capacidade de lidar com emoções, relações e situações de estresse do cotidiano².

Setembro Amarelo e a conscientização sobre saúde emocional masculina

O Setembro Amarelo é uma campanha de conscientização voltada à valorização da vida, à prevenção e à ampliação do diálogo sobre saúde emocional³. Nos últimos anos, especialistas também têm chamado constantemente atenção para a importância de incluir os homens nessas discussões³.
 

Falar sobre emoções, buscar acolhimento e procurar ajuda profissional quando necessário fazem parte do cuidado integral com a saúde, seja ao homem ou à mulher³. Além disso, ampliar espaços de escuta e reduzir estigmas relacionados à vulnerabilidade emocional masculina pode contribuir para prevenção e qualidade de vida²,³.

Procurar ajuda também é uma forma de autocuidado?
 

Sim, cuidar da saúde emocional não significa fragilidade nem fraqueza. Pelo contrário: reconhecer limites, compreender emoções e buscar apoio quando necessário fazem parte do autocuidado e da promoção de saúde¹,².
 

Segundo especialistas, estratégias relacionadas ao bem-estar emocional podem incluir:=

  • acompanhamento profissional²,³;
  • fortalecimento de vínculos sociais²,³;
  • prática de atividade física²,³;
  • melhora da qualidade do sono²,³;
  • redução do estresse²,³;
  • desenvolvimento de espaços seguros de diálogo²,³.

Promover conversas mais abertas sobre saúde emocional masculina com amigos e familiares também é uma forma de combater estigmas e incentivar cuidado, prevenção e qualidade de vida — afinal, cuidando dos outros também cuidamos de nós mesmos, promovendo um ambiente mais acolhedor.

Referências

1.FIGUEIREDO, B. G. D.; REZENDE, M. T. C.; SANTOS, N. A.; ANDRADE, M. J. O.

Mapping changes in women’s visual functions during the menstrual cycle: narrative review. São Paulo Medical Journal, São Paulo, v. 139, n. 6, p. 662–674, 2021.

Disponível em: https://www.scielo.br/j/spmj/a/MHkfWgLRSFJCQrZcsQJLqgh/?lang=en. Acesso em 2026.
 

2.VASCONCELOS, M. et al.

Corticotropin-releasing factor receptor signaling and modulation: implications for stress response and resilience. Trends in Psychiatry and Psychotherapy, Porto Alegre, v. 42, n. 2, p. 195–206, 2020.

Disponível em: https://www.scielo.br/j/trends/a/3qjdkVWGh4bVRHcmRg57xRJ/?lang=en. Acesso em 2026.\
 

3.MENNA-BARRETO, L.; WEY, D.

Ontogênese do sistema de temporização: a construção e as reformas dos ritmos biológicos ao longo da vida humana. Psicologia USP, São Paulo, v. 18, n. 2, p. 133–153, 2007.

Disponível em: https://revistas.usp.br/psicousp/article/view/41924. Acesso em 2026.

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